domingo, 9 de outubro de 2011

VIDA MARIA

Vídeo para reflexão... 

Uma história que nos leva a pensar em nossas perspectivas de vida e como lidamos com os acontecimentos, se aceitamos e repetimos ou se exibimos nova postura perante a vida!!! Vamos pensar.......





domingo, 7 de agosto de 2011

VII SEMINÁRIO ESTADUAL DE PENAS E MEDIDAS ALTERNATIVAS - A Política de Penas e Medidas Alternativas no Cenário Brasileiro

No dia 05 de agosto de 2011 aconteceu em Belo Horizonte – MG o VII SEMINÁRIO ESTADUAL DE PENAS E MEDIDAS ALTERNATIVAS – A Política de Penas e Medidas Alternativas no Cenário Brasileiro.


O evento acontece anualmente com o objetivo de debater a Execução Penal no Brasil, com foco nas penas alternativas e boas práticas de Minas e outros estados.

O seminário foi realizado nas dependências do Dayrell Hotel (Grandarrell) em Belo Horizonte.

O evento contou com uma programação rica e com palestrantes de grande gabarito. Estiveram presentes celebridades da área de Políticas Públicas ou seus representantes.

A mesa de abertura oficial contou com a presença: Secretário de Estado de Defesa Social: Dr. Lafayette Luiz Doorgal de Andrada; Presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais: Desembargador Cláudio dos Santos Costa; Procurador Geral do Ministério Público de Minas Gerais: Procurador Geral Alceu José Torres Marques; Defensoria Pública Geral do Estado de Minas Gerais: Dra. Andréia Abritta Garzon Tonet; Chefe de Polícia Civil de Minas Gerais: Delegado Geral Jairo Lellis Filho; Comandante Geral da Polícia Militar de Minas Gerais: Coronel Renato Vieira de Souza; Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar: Coronel Silvio Antônio de Oliveira Melo.


A primeira palestra do dia teve como tema: A POLÍTICA DE PENAS E MEDIDAS ALTERNATIVAS NO BRASIL – CONTEXTO ATUAL E PERSPECTIVAS. Foi realizada por Heloísa Adario – Coordenadora Geral de Penas e Medidas Alternativas do DEPEN/Ministério da Justiça; Fabiana Costa Barreto – Presidente do CONAPA – Comissão Nacional de Penas e Medidas Alternativas; Fabiana de Lima Leite – Coordenadora Estadual da Coordenadoria Especial de Prevenção à Criminalidade e Membro da CONAPA representante do Estado de Minas Gerais. A mesa foi mediada por Dra. Flávia Birchal de Moura. Juíza do Juizado Especial Criminalidade Belo Horizonte/MG.

Após esse momento foi apresentado aos presentes uma pesquisa qualitativa e quantitativa de Impacto do Programa CEAPA/MG.

No período da tarde os presentes tiveram oportunidade de escolher uma oficina cujo tema seja relevante à sua atuação e desejo de conhecer a respeito.

Dentre as várias opções participei da oficina que teve como tema: VIOLÊNCIA DOMÉSTICA – O trabalho em Grupo com homens – RJ realizada pela Dra. Ana Cláudia Campos de Almeida – Psicóloga do TJRJ, onde foi mostrado o trabalho realizado em São Gonçalo/RJ através de encontros periódicos diretamente com os agressores das vítimas que comparecem ao Judiciário para realizarem denúncias de agressões. Fiquei encantada com o trabalho da equipe principalmente ao ver a dinâmica aplicada através das 16 reuniões na qual é desenvolvido o trabalho.

Ainda tivemos a oportunidade de assistir a palestra sobre o PROJETO SEMPRE-VIVA DE PROTEÇÃO INTEGRAL À MULHER EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA – DF ministrado por Maria do Socorro Alves Silva – Chefe do setor de Apoio às Medidas Alternativas Promotoria de Justiça de Ceilândia, que mostra o trabalho realizado pelo Projeto Sempre-Viva cujas ações são desenvolvidas por profissionais de diversas áreas com o objetivo comum de reduzir a violência dentro das relações domésticas promovendo o resgate da auto-estima, autonomia e capacidade de diálogo entre os envolvidos no conflito, colaborando, ainda, para diminuir a incidência da chamada violência transgeracional (aprendizado da violência por parte das crianças que vivenciam essa experiência em razão do conflito entre os pais).

O seminário de Penas Alternativas trouxe novos olhares, visões a respeito de outras práticas de aplicação das penas e medidas alternativas que ocorrem em diversos estados brasileiros, enriquecendo assim o repertório profissional de quem tem oportunidade de compartilhar essas experiências.











quarta-feira, 27 de julho de 2011

VII SEMINÁRIO ESTADUAL DE PENAS E MEDIDAS ALTERNATIVAS


A Equipe Técnica do Programa CEAPA estará participando do VII Seminário Estadual de Penas e Medidas Alternativas que acontecerá no dia 05 de agosto de 2011 na cidade de Belo Horizonte.

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domingo, 24 de julho de 2011

CUIDADOS NA GESTAÇÃO


A gestação, sem dúvida, é uma das fases mais importantes na formação de um ser humano. Um estudo realizado na Universidade da Califórnia (EUA) mostrou que vitaminas pré-natais podem reduzir em até 60% o risco de desenvolvimento de autismo. Também foi constatado que as vitaminas tiveram melhor resultado de atuação em mães que possuíam genes de alto risco. Ainda não é de total conhecimento dos cientistas como as vitaminas podem influenciar o desenvolvimento da doença, substâncias possibilitam aos níveis de ácido fólico no corpo da mas há suspeita que esse resultado pode ocorrer devido ao aumento que essas mulher.

Reportagem postada na revista psique Ed.67

VÍCIOS – A MORTE DA CONVIVÊNCIA


Segundo estudo realizado pela Faculdade de Saúde Pública da USP (FSP), o consumo de crack pode ser um triste resultado gerado pelo abandono e pela exclusão socioeconômica. A psicóloga Luciane Marques Raupp concentrou-se na análise de diversas regiões de Porto Alegre durante um ano, e no período de seis meses na Cracolândia, em São Paulo. A psicóloga afirma que a droga não é apenas um problema de saúde, mas sim um fator que envolve problemas econômicos e de segurança pública. Por estes e outros motivos são exigidas em seu tratamento ações integradas que envolvam a reinserção do usuário na sociedade, oferecendo moradia, orientação profissional e acompanhamento médico. Durante a pesquisa, Luciene entrevistou, informalmente, e fez uma observação participante em locais de intenso movimento de venda e uso da droga na região central de São Paulo e Porto Alegre. A pesquisadora buscou interagir com os entrevistados durante um longo período de tempo, em momentos de socialização e uso de drogas. Através deste estudo foi possível descrever os vários circuitos onde essas pessoas viciadas viviam, interagiam e ainda a relação de seus padrões de sociabilidade e o uso da droga. Segundo o estudo, a maioria dos usuários estava “em trânsito pela rua”. Ou seja, ficam na rua e se entregam ao consumo de crack, porém, quando conseguem um emprego ou retomam vínculos sociais, saem das ruas e diminuem o consumo.

Reportagem publicada na revista psique Ed.67

quinta-feira, 23 de junho de 2011

II – FORUM PERMANENTE DE SEGURANÇA PÚBLICA


Aconteceu no dia 20 de junho de 2011 na prefeitura municipal de Governador Valadares o II Fórum Permanente de Segurança Pública onde as solenidades se referiam a Semana Nacional sobre Drogas que deu início no dia 19 de junho e finaliza em 26 de junho.

A primeira palestra da noite foi realizada pela presidente do COMAD (Conselho municipal sobre Drogas) a psicóloga Maria do Socorro que mostrou aos presentes a importância do trabalho em conjunto e da participação dos representantes dos órgãos governamentais e não governamentais que existem em nosso município.

Após a fala da presidente do COMAD tivemos oportunidade de ouvir nossa prefeita que apoiou o trabalho do COMAD e se colocou a disposição para a sociedade civil contar com sua colaboração.

Na sequencia ouvimos uma palestra realizada pelo coordenador da pastoral da sobriedade Fernando Barbosa, que abordou o tema: “Drogas e Criminalidade”.

No retorno do coffe break tivemos oportunidade de contemplar a fala da Presidente da ADQF (Associação de Acolhimento aos Dependentes Químicos e Familiares) Ana Maria Godoy que compartilhou sua experiência em seu campo de atuação e posteriormente fez apresentação em forma de gráficos dos acolhimentos e atendimentos proporcionados aos dependentes químicos que acolhe, além de ressaltar que realiza o atendimento familiar e psicossocial.

O evento contou com a participação de diversos atores de nossa sociedade e com a presença da Gestora do CPC (Centro de Prevenção à Criminalidade) Marcelina e as técnicas sociais dos programas CEAPA, Mediação de Conflitos e Fica Vivo.   

domingo, 12 de junho de 2011

A CRISE segundo Albert Einstein


“Não podemos querer que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a maior benção que pode acontecer às pessoas e aos países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia assim como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem os inventos, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise supera a si mesmo, sem ter sido superado.
 
Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que as soluções.

A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a dificuldade para encontrar as saídas e as soluções. Sem crises não há desafios, sem desafios a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crises não há méritos.

É na crise que aflora o melhor de cada um, porque sem crise todo vento é uma carícia. Falar da crise é promovê-la e calar-se na crise é exaltar o conformismo. Em vez disto, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la." 

Albert Einstein

Portas.... Abri-las ou não ?

Se você abre uma porta, você pode ou não entrar em uma nova sala. Você pode não entrar e ficar observando a vida. 

Mas se você vence a dúvida, o temor, e entra, dá um grande passo: nesta sala vive-se ! Mas, também, tem um preço... São inúmeras outras portas que você descobre. 

Às vezes curte-se mil e uma. O grande segredo é saber quando e qual porta deve ser aberta. A vida não é rigorosa, ela propicia erros e acertos.

Os erros podem ser transformados em acertos quando com eles se aprende. Não existe a segurança do acerto eterno. A vida é generosa, a cada sala que se vive, descobre-se tantas outras portas. E a vida enriquece quem se arrisca a abrir novas portas.

Ela privilegia quem descobre seus segredos e generosamente oferece afortunadas portas. Mas a vida também pode ser dura e severa. Se você não ultrapassar a porta, terá sempre a mesma porta pela frente. 

É a repetição perante a criação, é a monotonia monocromática perante a multiplicidade das cores, é a estagnação da vida... Para a vida, as portas não são obstáculos, mas diferentes passagens!

Grupo de Estudo - PROGRAMA CEAPA - 2011


            O Programa CEAPA de Governador Valadares realizou no dia 20 de abril de 2011 o primeiro grupo de estudos do ano, que teve como tema: “ A Violência sob um olhar Interdisciplinar” .

            O grupo de estudo é uma atividade incluída no planejamento anual dos quatro programas onde as equipes tem a oportunidade de aprimorarem seus conhecimentos e desenvolverem atividades que promovam interação.

           Estiveram presentes no Centro de Prevenção à Criminalidade de Governador Valadares, os técnicos e estagiários dos quatro programas do CPC (CEAPA, PrEsp, Fica Vivo e Mediação de Conflitos), os auxiliares administrativos, motorista, auxiliar de limpeza, enfim, toda equipe que compõe o CPC.

            Foi apresentado inicialmente um texto que abordava a visão interdisciplinar sob a questão do fenômeno da violência; na sequencia a equipe apresentou um vídeo sobre o atentado ocorrido na escola em Realengo – RJ, foi sugerido que as equipes se dividissem em grupos por áreas (direito, psicologia e serviço social) para discutirem sobre o tema, tendo como objetivo ouvir de cada uma delas sua percepção sobre o assunto. 

Todas as equipes retornaram para formarem um só grupo e apresentarem suas opiniões e a partir daí as opiniões foram reunidas formando-se uma leitura mais ampliada sobre a temática.  Com essa dinâmica a equipe CEAPA procurou ressaltar que o fenômeno da criminalidade é melhor entendido quando as três áreas trabalham em conjunto.

            Após o intervalo para o lanche, houve um momento de descontração em que as equipes foram convidadas a reproduzirem uma coreografia apresentada em um clip musical. Esta apresentação em grupo revelou as facilidades e dificuldades de se trabalhar em equipe. Como fechamento dos trabalhos foi apresentado um vídeo motivacional de Daniel Godri sobre a importância do trabalho em equipe.

Equipe CEAPA: Técnicos  - Érika, Fabrícia e Marlene
                            Estagiários – Edilaíse e Rodrigo.












 





MITOMANIA – Verdade que faz o mentiroso sofrer



 Dizer a verdade é um sofrimento para quem tem mitomania, doença definida como uma forma de desequilíbrio psíquico caracterizado essencialmente por declarações mentirosas vistas pelos que sofrem do mal como realidade.


mitomania (ou mentira obssessivo-compulsiva) é a tendência patológica mais ou menos voluntária e consciente para a mentira. Normalmente, as mentiras dos mitomaníacos estão relacionadas a assuntos específicos, porém podem ser ampliadas e atingir outros assuntos em casos considerados mais graves.
 Uma menina cujo pai é violento, por exemplo, pode começar a inventar para as colegas como sua relação com o pai é boa e divertida, contando sobre passeios e conversas que nunca existiram. 
Justamente pelos mitômanos não possuírem consciência plena de suas palavras, os mesmos acabam por iludir os outros em histórias de fins únicos e práticos, com o intuito de suprirem aquilo de que falta em suas vidas. É considerada uma doença grave, necessitando o portador dela de grande atenção por parte dos amigos e familiares.
Desse ponto de vista, podemos dizer que o discurso do mitômano é muito diferente daquele do mentiroso ou do fraudador, que tem finalidades práticas. Para estes, o objetivo não é a mentira, sendo esta apenas um meio para outros fins. Contam histórias ao mesmo tempo que acreditam nelas. É também uma forma de consolo.
Esse distúrbio tem sua origem na supervalorização de suas crenças em função da angústia subjacente. Muitas vezes as mesmas se apresentam unidas à angústia profunda, TOCdepressão e pós-depressão.
De um lado, o mitômano sempre sabe no fundo que o que ele diz não é totalmente verdadeiro. Mas ele também sabe que isso deve ser verdadeiro para que lhe garanta um equilíbrio interior suficiente. Em determinado momento, o sujeito prefere acreditar em sua realidade mais que na realidade objetiva exterior. Ele tem necessidade de contar essa história para se sentir tranquilizado e de acordo consigo mesmo.

A mitomania não pode ser considerada como uma mentira compulsiva, e sim como uma doença que se não tratada pode causar transtornos sérios à pessoa que possui. Em geral, essa manifestação deve-se à profunda necessidade de apreço ou atenção.

A maioria dos casos de mitomania, ao serem expostos, tornam-se vergonhosos. Todavia, os mitômanos que buscam ajuda por vontade própria, pedindo a seus familiares e principalmente aos seus amigos, são considerados extremamente raros, pois eles veem que estão sofrendo de um mal e desejam acima de tudo curar-se. O papel dos companheiros se torna extremamente importante na vida do indivíduo que sofre da doença, já que eles que irão indicar os pontos e erros.

Grande parte dos casos de mitomania levam ao suicídio, principalmente se associados a depressão e pós depressão. O indivíduo ao não obter o apoio necessário e ser excluído daquele grupo que frequentava ou participava acaba por vivenciar uma situação sem saída, isto é, o mesmo acaba por ser excluído de seus gostos e vê-se sem aquilo que ama e deseja.
Casos comuns demonstram que mitomaníacos envergonhados de si, pelo porte de sua doença, infligem-se o óbito quando abandonados por amante, que não compreendem a sua doença e o abandonam, não acreditando na possibilidade de uma cura ou não restabelecendo os laços afetivos de antes.

Aconselha-se aqueles que rodeiam o mitômano, principalmente se o mesmo obteve uma conversa clara expondo a sua vontade de melhora, a não largarem-no, podendo tal atitude acarretar desejos inconstantes, profunda melancolia, depressão e desejo de suicídio da parte do mitomaníaco. Inicialmente o mesmo apresentará sintomas de solidão e grande desejo de estar acompanhado daqueles que ama. Contudo, ao ver que isso não é possível, acaba optando pelo desejo de morte.

domingo, 29 de maio de 2011

Videogame e Laços Familiares

UNIÃO DE TODOS !!!!




Uma pesquisa feita na School of Family Life, da Universidade Brigham Young, nos EUA, analisou 287 famílias que tinham meninas na idade de 11 a 16 anos. 

O estudo revelou que meninas que tinham o hábito de jogar vídeogame com pelo menos um dos pais, tinham a saúde mental mais estável e o comportamento mais positivo e menos agressivo, sentindo-se mais conectadas à família. 

As pesquisadoras Laura Padilha-Walker e Sarah Coyne, que ministraram o estudo, acham que esse hábito é parte do relacionamento pai-filha, já que a maioria das mães questionadas para o estudo não jogavam videogame.


Fonte: Revista Psique ed. 65

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A IMPORTÂNCIA DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS A COMUNIDADE NO CONTEXTO DAS "PENAS ALTERNATIVAS"



O texto traz um histórico do surgimento das Penas Alternativas no mundo e Brasil. Aborda em geral as alternativas à prisão, evidencia a existência das Centrais de PA em Minas Gerais e demonstra a importância da alternativa de PSC.

Histórico

Nos tempos mais remotos, as penas eram baseadas e vistas como vingança divina. Apesar de existir a pena privativa de liberdade, a mais aplicada era a de morte, uma vez que a primeira só servia para abrigar os infratores provisoriamente.

Com o passar dos séculos surge definitivamente a pena de privação de liberdade, sendo a construção do estabelecimento carcerário Rasphuris de Amsterdã, na Holanda, o marco inicial para as execuções das condenações.

Posteriormente, com os estudos de Cesare Beccaria aplicaram-se os princípios do moderno direito penal e, depois, com César Lombroso surge o Movimento Científico, o qual atribuiu ao direito penal uma função puramente clínica.

Finalmente, com a reforma prisional no século XVIII, a pena de prisão tornou-se definitiva, sobrepondo-se as mais antigas formas de repressão, contudo de forma puramente primitiva e desumana.

No ano de 1926, na Rússia, surge a primeira “Pena Alternativa” (Prestação de Serviços à Comunidade). Posteriormente, na Inglaterra, Alemanha e Bélgica surgem outras modalidades de alternativas à prisão.

No Brasil, a exemplo de outros países, somente com a Reforma do Código Penal em 1984 modalidades de alternativas as prisões foram adotadas, sendo elas: prestação de serviços à comunidade ou entidades públicas, interdição temporária de direitos e limitação de fim de semana.

Mais tarde, com o advento a Lei 9.099/95, que dispõem sobre Juizados Especiais, instituiu-se as infrações penais de menor potencial ofensivo, admitindo a transação penal e a suspensão condicional do processo.

Por fim, com a Lei 9.714/98, surge no rol das alternativas à prisão a prestação pecuniária, perda de bens e valores e proibição de freqüentar determinados lugares.

A Pena Alternativa

Sabe-se hoje, que o sistema penitenciário brasileiro possui um grande déficit, sendo a pena de detenção e reclusão difíceis de serem totalmente cumpridas e inadequadas aos casos de infratores que não oferecem ameaça a sociedade.

Neste sentido, as Penas Alternativas, que aparentemente mostram-se a menos onerosa, são exatamente o contrário das penas de detenção e reclusão, pois, além de representarem maior efetividade nos cumprimentos das determinações judiciais, também apresentam como a melhor forma de se prevenir o crime, uma vez que possuem caráter ressocializador e educativo.

As Penas Alternativas são aplicadas àqueles que cometeram atos infracionais e crimes de menor potencial ofensivo e, também aos que receberam penas de dois até quatro anos de reclusão a tempo de ser passível a substituição por restritiva de direito.

Logo, estão submetidas às Penas Alternativas, pessoas que cometeram infrações de trânsito, crimes ambientais, delitos de menor potencial ofensivo (lesões corporais leves, desacatos, ameaças, atos obsenos, pequenos furtos) entre outros.


Centrais de Execução

Para melhor execução e maior efetivação das Penas Alternativas, após passar 16 anos da reforma do Código Penal, no ano de 2000, inaugurou-se junto ao Ministério da Justiça a CENAPA (Central Nacional de Apoio e Acompanhamento Nacional de Apoio e Acompanhamento de Penas e Medidas Alternativas), que objetiva aumentar a aplicação das alternativas à prisão. Posteriormente, foram criadas em vários estados as Centrais de Penas Alternativas, que são vinculadas às Secretarias dos Estados.

Assim em 2002, o Estado de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Defesa Social e sua Superintendência de Prevenção à Criminalidade, criou a CEAPA - Central de Apoio e Monitoramento as Penas Alternativas, uma política pública que trabalha com a execução das alternativas penais em algumas cidades mineiras, e tem como foco principal a prevenção ao crime.

Por meio das CEAPA’s, que se encontram instaladas em Belo Horizonte, Uberlândia, Governador Valadares, Ipatinga, Montes Claros, Santa Luzia, Betim, Ribeirão das Neves, Contagem e Juiz de Fora, a aplicação, execução, fiscalização e monitoramento das alternativas à prisão têm se mostrado muito eficaz, uma vez que conta com profissionais das áreas de Direito, Psicologia e Serviço Social, qualificados para acolherem as pessoas, a fim de conhecê-las e proporcionando-lhes uma reflexão do delito cometido.

Assim, para realizar seus trabalhos, cada CEAPA em Minas Gerais, além de equipe especializada, possui rede social formada, que é sensibilizada para promover a ressocialização e a reeducação de pessoas que se envolveram em pequenos delitos, mostra-lhes a superação de restrições e estigmas cultivados pela sociedade.


 Execução

Por mais que seja importante abordar as execuções de todas as alternativas penais, abrange-se aqui somente a Prestação de Serviços à Comunidade, pois esta alternativa à prisão apresenta a maneira mais eficaz de conter a reincidência criminal.


Prestação de Serviços à Comunidade ou entidades Públicas

Dentre o rol das alternativas à prisão encontra-se a Prestação de Serviços à Comunidade ou Entidades Públicas, explícita nos artigos 43, IV e 46 do CPB. Esta modalidade consiste na realização de atividades gratuitas a instituições que atende a comunidade em geral ou entidades públicas como: ONG`s, orfanatos, creches, parques, escolas, hospitais, Defensorias Públicas, Fóruns entre outros. Ela, normalmente, desenvolve-se em média de 7 horas semanais, não podendo prejudicar o prestador de serviços no seu horário habitual de trabalho e/ou atividades.

Essa alternativa a prisão não pode ser confundida com a modalidade de trabalhos forçados que é vedada pela Constituição Federal, ela é modalidade gratuita de serviços, possui tempo limitado, tem caráter retributivo e ainda devem ser consideradas as aptidões de seu beneficiário, o que é completamente diferente de trabalhos forçados, nos quais seus condenados exercem atividades penosas.

A Prestação de Serviços à Comunidade, ao contrário da medida de reclusão, permite oportunidades a seu beneficiário, pois o infrator não é privado da sua liberdade e nem deixa suas atividades habituais, ao contrário, ela valoriza-o, proporciona-lhe aprendizado, dando-lhe oportunidades por meio do trabalho ter contato com pessoas habituadas a boas condutas e normas de cidadania, oportunidades de demonstrar habilidades a serem valorizadas e aproveitadas, transformando seu beneficiário de sujeito do crime para um sujeito social consciente da cidadania, enfim, permiti-lhe acesso a serviços públicos por meio do exercício do direito de punir.

Como se vê, a Prestação de Serviços Comunitários possui um caráter ressocializador, uma vez que não remove da sociedade ou isola o autor do fato criminoso, mostra-lhe, na verdade, o seu papel junto ao exercício da cidadania ou até mesmo, dá-lhe oportunidade de trabalho, sendo detectadas aptidões profissionais e artísticas no cumprimento daquela.

Pensando ainda pelo lado da reintegração social, percebe-se também um benefício desta alternativa penal, uma vez que o fato de não ter sido preso ou não se encontrar preso, evita o estigma de “ex-presidiário”, facilitando-lhe oportunidades que são mais difíceis para pessoas egressas do sistema penitenciário a procura de sua reintegração.

Enfim, a Prestação de serviços à Comunidade é uma alternativa penal de grande valia, pois é um excelente instrumento reeducativo e socialmente útil, vez que não é o infrator retirado do convívio social e sim existe uma maior aproximação e participação da sociedade no seu processo reintegrador.

  
Considerações finais

De fato, sabe-se que As Penas Alternativas não são a solução para crimes e a super lotações dos estabelecimentos prisionais, no entanto, sabe-se que elas são as formas mais efetivas de prevenção à criminalidade para aqueles que já cometeram atos infracionais.

A Pena Alternativa é aplicada àquele que menos traduz perigo à sociedade, sendo a menos penosa e que possui maior cumprimento. Por isso, entende-se que a Prestação de Serviços à Comunidade é a modalidade mais eficaz no processo reeducador, pois o infrator possui um contato maior com a sociedade e entenderá que não está naquele lugar só para cumprir determinação judicial mas também por uma causa social.

Portanto, tem-se com o contexto, que a Pena Alternativa é a melhor forma de “corrigir” aqueles que infringem a lei, pois o prestador de serviços não será afastado de seu convívio familiar, estará integrado com pessoas aquém da criminalidade, as quais contribuem com a sua inclusão social.


Autoria: Marcela Maria Fraga Gundim
Atuou como Técnica Social junto aos programas do Governo de Minas de Prevenção à Criminalidade, no Município de Uberlândia.

sábado, 7 de maio de 2011

ANTES DE SER MÃE




Antes de ser mãe eu fazia e comia os alimentos ainda quente, eu não tinha roupas manchadas, eu tinha calmas conversas ao telefone.

Antes de ser mãe eu dormia o quanto eu queria e nunca me preocupava com a hora de ir para a cama. Eu não me esquecia de escovar os cabelos e os dentes.

Antes de ser mãe eu limpava minha casa todo o dia, não tropeçava em brinquedos nem pensava em canções de ninar.

Antes de ser mãe eu não me preocupava se minhas plantas eram venenosas, imunizações e vacinas eram coisas em que eu não pensava.

Antes de ser mãe ninguém vomitou nem fez xixi em mim, nem me beliscou sem nenhum cuidado, com dedinhos de unhas finas.

Antes de ser mãe eu tinha controle sobre minha mente, meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos, eu dormia a noite toda.

Antes de ser mãe eu nunca tive de segurar uma criança chorando para que médicos pudessem fazer testes ou aplicar injeções. Eu nunca chorei olhando pequeninos olhos que choravam. Eu nunca fiquei gloriosamente feliz com uma simples risadinha. Eu nunca fiquei sentada horas e horas olhando um bebê dormindo.

Antes de ser mãe eu nunca segurei uma criança só por não querer afastar meu corpo do dela. Eu nunca senti meu coração se despedaçar quando não pude estancar uma dor. Eu nunca imaginei que uma coisinha tão pequenina pudesse mudar tanto a minha vida. Eu nunca imaginei que pudesse amar alguém tanto assim. Eu não sabia que adoraria ser mãe.

Antes se ser mãe eu não conhecia a sensação de ter meu coração fora do meu próprio corpo. Eu não conhecia a felicidade de alimentar um bebê faminto. Eu não conhecia esse laço que existe entre mãe e sua criança. Eu não imaginava que algo tão pequenino pudesse me fazer sentir tão importante.

Antes de ser mãe eu nunca me levantei à noite a cada 10 minutos para me certificar de que tudo estava bem. Nunca pude imaginar o calor, a alegria, o amor, a dor e a satisfação de ser uma mãe. Eu não sabia que era capaz de sentimentos tão fortes.

Por tudo e, apesar de tudo, obrigada Deus, por eu ser agora um alguém tão frágil e tão forte ao mesmo tempo.

Obrigada Deus por me permitir ser MÃE.

(autor desconhecido)


quinta-feira, 5 de maio de 2011

PSICODERMATOSE ????

A Sociedade Brasileira de Dermatologia alerta: 

De cada três pacientes que sofrem com problemas de pele, um tem problemas emocionais.
Entre eles estão depressão, estresse ou ansiedade.
Membros afirmam que este fenômeno é chamado de psicodermatose e pode ser percebido em qualquer doença de pele, como vitiligo, acnes, manchas, psoríase e dermatite atópica.

Fonte: Revista Psique ed. 64

Seminário e Curso de Capacitação "Mobilização Comunitária e Memória Social"

Será realizado em Governador Valadares um Seminário e Curso de Capacitação com o tema: "Mobilização Comunitária e Memória Social".


Este seminário está sendo promovido pela Cidade Futuro, uma ONG de nossa cidade. Conheça um pouco melhor o belíssimo trabalho realizado por essa instituição. www.cidadefuturo.org.br


Clique no folder e confira a programação e os profissionais convidados para a realização do evento.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Seja e tenha um AMANTE!!!




Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam. Geralmente são essas últimas as que vêm ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro ou as mais diversas dores.

Elas me contam que suas vidas transcorrem monotonamente e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram de dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.

Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: "Depressão", além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.

Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que elas não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que elas precisam de um AMANTE!

É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu veredicto. Há as que pensam: "Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!" Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.

Àquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas com o meu conselho, eu explico o seguinte: AMANTE é "aquilo que nos apaixona". É o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.

O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida. Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos 
desperta as maiores paixões e sensações indescritíveis.

Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho quando é vocacional, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto...

Enfim, é "alguém" ou "algo" que nos faz "namorar" a vida e nos afasta do triste destino de "durar".

E o que é "durar"? Durar é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é a preocupação com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.


Durar é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo contentar-se com a incerta e frágil sugestão de que talvez possamos fazer amanhã. 

Por favor, não se empenhe em "durar", procure um amante, seja também um amante e um protagonista ... da vida.

Pense que o trágico não é morrer; afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. 

O trágico é não se animar a viver; enquanto isso, e sem mais delongas, procure um amante...

A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental:

"Para estar satisfeito, ativo e sentir-se feliz, é preciso namorar a vida."

Traduzido do original "Hay que buscarse un amante"
de autoria de Jorge Bucay
(psicólogo, psiquiatra e psicoterapeuta argentino)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

19 de Abril - Povo TUXÁ

19 de Abril, dia em que é comemorado o DIA DO ÍNDIO.

Venho compartilhar um pouco da vivência e história do povo Tuxá através da fala de minha amiga, colega de trabalho e estagiária de Psicologia Edilaíse Vieira, para nós nossa NITA TUXÁ.

Ereré meus amigos e parentes simpatizantes da causa indígena,
Hoje é dia 19 de abril, como tenho uma identidade etnica latente em meu Ser. 
Para mim, hoje é um dia de reflexão...
Assim, estava a pensar e re-pensar a cultura  do meu povo Tuxá, então quis dividir com vocês os meus pensamentos e sentimentos, para que entendam quem sou, de onde vim e o que anseio nesse meu caminhar, no qual, por  luz de Tupã posso contar com cada um de vocês.


NUANÇAS DE UMA IDENTIDADE

Eles não são os primeiros habitantes do Brasil
Mas certamente são heranças daqueles que foram...
Eles eram grandes cultivadores de arroz, feijão, macaxeira, batata.
Eles se fizeram filhos do Velho Chico.
As mulheres eram verdadeiras sereias,
Os homens, ágeis piabas.
E a única coisa que temia no rio, era o encantamento das águas.
Com João Gomes,
Com Francisco Rodelas e os seus colares de ossos,
Uma conquista existiu!
Os guerreiros de outrora fizeram os guerreiros de agora.
Tem como nomes importantes:
Vieira, Ormano, Bezinha e Barroso,
Esses são alguns dos tantos indígenas “terrosos”
Quanta luta!
Resistir a dois pólos:
Tradição X Urbanização.
...Por que não a junção?
Seu contexto precisou de um novo texto.
Houve mudanças para as gerações,
Tantas mudanças impostas e tantas transformações concedidas.
Influencias de costumes e valores do urbano,
As terras são inóspitas, ou melhor, até então, inexistentes.
Há uma força que tenta se opor ao movimento de uma linda comunidade.
Os peixes da tarrafa á atravessam,
Novas passagens...
Ocasionando uma variação cultural.
Contudo, as raízes são bem definidas, a cultura continua fortalecida.
A retransmissão permitiu as novas gerações,
Desde um sofisticado artesanato á uma formação acadêmica.
A aculturação que parecia de todo maligna,
Tornou-se benigna, pois tivemos benfeitorias,
Especialmente em nossa saúde e em nossa educação.
Estamos no agora...
Vivemos em uma realidade aparentemente “socializada”.
Portanto, nos fascinamos e fazemos usufruto do que é urbano.
Porém, o mais importante e o que mais nos encanta.
É o fato de podermos dizer que temos uma identidade
E que somos fruto de uma cultura exuberante e singela
Que resisti e sobrevive á tantos ataques.
Não plantamos arroz ou feijão como os “nossos” plantaram,
Porque nos negam um pedaço de terra.
Mas algo nós temos e isso ninguém pode nos tomar,
Que é o orgulho de sermos filhos da mãe natureza,
E a certeza de que temos um patrimônio a resguardar,
Que é a cultura do nosso povo Tuxá!

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