segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

SUCO DE BETERRABA PARA IDOSOS


Nutrição

Segundo Nitric Oxide: Biology and Chemistry, tomar suco de beterraba pode aumentar o fluxo sanguíneo no cérebro, ajudando a combater a progressão da demência em idosos

Estes são os dados de um estudo da Universidade Wake Forest, nos Estados Unidos, apontando que esse vegetal contém altas concentrações de nitratos, que são convertidos em nitritos por uma bactéria na boca; e esses nitritos ajudam a abrir os vasos sangüíneos, que aumentam o fluxo de sangue e oxigênio. 

Na pesquisa, foram avaliadas, com ressonância magnética, 14 pessoas com mais de 70 anos de idade, os pesquisadores notaram que os participantes que recebiam cafés da manhã ricos em nitratos, com a inclusão de suco de beterraba, apresentavam maior fluxo sangüíneo na substancia branca e no lobo frontal – áreas do cérebro associadas à degeneração que leva à demência e outros problemas cognitivos.

Fonte: Revista Psiquê n.61 

domingo, 30 de janeiro de 2011

Lançado Questionário para Diagnóstico de Bullying



Foi lançado um questionário pela instituição inglesa Kidscape que servirá como instrumento para avaliar as agressões sofridas por crianças e jovens – o Bullying.

Através desse questionário será possível mensurar o perfil e as possíveis conseqüências causadas ao agredido, possibilitando assim melhores condições de intervenção na atuação do profissional qualificado.

 Confira o questionário no link abaixo...

A CULTURA DO SLOW DOWN


Belo artigo...
Leia com atenção e medita bem o seu conteúdo.
“Já tem 18 anos que ingressei na Volvo, empresa sueca bem conhecida.

Trabalhar com eles é uma convivência muito interessante. Qualquer projeto aqui demora dois anos para se concretizar, mesmo que a idéia seja brilhante e simples. É uma regra.
Os processos globalizados causam-nos a nós (brasileiros, portugueses, argentinos, colombianos, peruanos, venezuelanos, mexicanos, australianos, asiáticos, etc...) uma ansiedade generalizada na busca de resultados imediatos.

Conseqüentemente, o nosso sentido de urgência não surte efeito dentro dos prazos lentos dos suecos.
Os suecos debatem, debatem, realizam "n" reuniões, ponderações, etc...

E trabalham! Com um esquema bem mais “slowdown". O melhor é constatar que, no fim, isto acaba por sempre dar resultados no tempo deles (suecos) já que conjugando a necessidade amadurecida com a tecnologia apropriada, é muito pouco o que se perde aqui na Suécia.

Resumindo:
1. A Suécia é do tamanho do estado de São Paulo (Brasil).
2. A Suécia tem apenas dois milhões de habitantes.
3. A sua maior cidade, Estocolmo, tem apenas 500.000 habitantes (compare-se com Paris, Londres, Berlim, Madrid, mesmo Lisboa, onde vivem permanentemente 1 milhão de pessoas, ou ainda a cidade do Rio de Janeiro com 7 milhões).
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Skandia, Ericsson, Electrolux, ABB, Nokia, Nobel Biocare , etc. Nada mal, né? Para se ter uma idéia da sua importância basta mencionar que a Volvo fabrica os motores de propulsão para os foguetes da NASA.

Os suecos podem estar enganados, mas são eles que me pagam o salário. Devo referir que não conheço nenhum outro povo com uma cultura geral superior à dos suecos.
Vou contar uma pequena história, para terem uma idéia:

A primeira vez que fui para a Suécia, em 1990, um dos meus colegas suecos me apanhava no hotel todas as manhãs.
Já era Setembro, com algum frio e neve.
Chegávamos cedo à Volvo e ele estacionava o carro longe da porta de entrada (são 2000 empregados que vão de carro para a empresa). No primeiro dia não fiz qualquer comentário, nem tampouco no segundo ou no terceiro.
Num dos dias seguintes, já com um pouco mais de confiança, uma manhã perguntei:

"Vocês têm lugar fixo para estacionar? Chegamos sempre cedo e com o estacionamento quase vazio você estaciona o carro no seu extremo?
E ele me respondeu com simplicidade:

“É que como chegamos cedo temos tempo para andar, e quem chega mais tarde, já vai entrar atrasado, portanto é melhor para ele encontrar um lugar mais perto da porta. Entendeu?"

Imaginem a minha cara! Esta atitude foi bastante para que eu revisse todos os meus conceitos anteriores.
Atualmente, há um grande movimento na Europa chamado "Slow Food". A “Slow Food International Association”, cujo símbolo é um caracol, tem a sua sede na Itália (o site na Internet é muito interessante. www.slowfood.com)
  
O que o movimento Slow Food preconiza  é que se deve comer e beber com calma, dar tempo para saborear os alimentos, desfrutar da sua preparação, em família, com amigos, sem pressa e com qualidade.
A idéia é contraposição ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida.

Verdadeiramente surpreendente, é que este movimento de Slow Food está servindo de base para um movimento mais amplo chamado “Slow Europe” como salientou a revista Business Week numa das suas últimas edições européias.

Na base de tudo isto está o questionamento da "pressa" e da "loucura" geradas pela globalização, pelo desejo de "ter em quantidade" (nível de vida) ao contrário do "ter em qualidade", “Qualidade de vida" ou “Qualidade do ser".

Segundo a Business Week, os trabalhadores  franceses, ainda que trabalhem menos horas (35 horas por semana) são mais produtivos que os seus colegas americanos e ingleses. E os alemães, que em muitas empresas já implantaram a semana de 28,8 horas de trabalho, viram a sua produtividade aumentar uns apreciáveis 20%.

A denominada "slow attitude" está chamando atenção dos próprios americanos, escravos do "fast" (rápido) e do "do it now!" (faça já!).

Portanto, esta "atitude sem pressa" não significa fazer menos nem ter menor produtividade.
Significa sim, trabalhar e fazer as coisas com "mais qualidade" e "mais produtividade", com maior perfeição, com atenção aos detalhes e com menos stress.

Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do prazer dum belo ócio e da vida em pequenas comunidades.

Do "aqui" presente e concreto, ao contrário do "mundial" indefinido e anônimo.

Significa retomar os valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver, e até da religião e da fé.

SIGNIFICA UM AMBIENTE DE TRABALHO COM MENOS PRESSÃO, MAIS ALEGRE, MAIS LEVE, E PORTANTO MAIS PRODUTIVO, ONDE OS SERES HUMANOS REALIZAM, COM  PRAZER, O QUE MELHOR SABEM FAZER

É saudável refletir sobre tudo isto. Será que os antigos provérbios: “Devagar se vai ao longe" e “A pressa é inimiga da perfeição" merecem novamente a nossa atenção nestes tempos de loucura desenfreada?

Não seria útil e desejável que as empresas da nossa comunidade, cidade, estado ou país, começassem já a pensar em desenvolver programas  sérios de “qualidade sem pressa" até para aumentarem a produtividade  e a qualidade dos produtos e serviços sem necessariamente  se perder “qualidade do ser"?

No filme "Perfume de Mulher" há uma cena inesquecível na qual o cego (interpretado por Al Pacino) convida uma jovem para dançar e ela responde: "Não posso, o meu noivo deve estar chegando". Ao que o cego responde: “Em um momento, vive-se uma vida", e a leva para dançar um tango. Esta cena que dura apenas dois ou três minutos, é o melhor momento do filme.

Muitos vivem correndo atrás do tempo, mas só o alcançam quando morrem, quer seja de enfarte ou num acidente automobilístico por correrem para chegar a tempo.

Ou outros que, tão ansiosos para viverem  o futuro, esquecem-se de viver o presente, que é o único tempo que realmente  existe.
O tempo é o mesmo para todos, ninguém tem nem mais nem menos de 24 horas por dia.

A diferença está no que cada um faz do seu tempo. Temos de saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon, “A vida é aquilo que acontece enquanto  planejamos o futuro".
Parabéns por ter conseguido ler esta mensagem até o fim.

É sinal que você também está afim de mudar a velocidade e a qualidade das coisas, a começar por si.

** Mensagem chamada Viver sem pressa, enviada com a declaração do referido autor.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Crack avança na classe média e entra na agenda política



Devastador como nenhuma outra droga no Brasil, ele se espalha pelo país e demanda ações mais contundentes das autoridades


A tragédia do crack não é nova para o Brasil. Há anos, o país convive com o drama de violência e morte. Novo e oportuno, contudo, é o fato de a elite política do país, enfim, reconhecer a emergência do problema. No último dia 31, em seu primeiro discurso como presidente eleita, Dilma Rousseff disse que o governo não deveria descansar enquanto "reinar o crack e as cracolândias". Poderia ter falado genericamente "drogas", mas referiu-se especificamente ao "crack". Não foi à toa. Estima-se que no mínimo 600.000 pessoas sejam dependentes da droga no país - variante devastadora da cocaína que, como nenhuma outra, mata 30% de seus usuários no prazo máximo de cinco anos.

A praga do crack nasceu e grassou entre os miseráveis, a tal ponto que "cracolândia" virou sinônimo de "local onde pobres consomem sua droga". É mais do que tempo de rever esse conceito. Pesquisa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo divulgada em 2009 constatou que o crack avança rapidamente entre os mais abastados: o crescimento entre pessoas com renda superior a vinte salários mínimos foi de 139,5%. Além dos números, os dramas pessoais confirmam que a química do crack corrói toda a sociedade. Nas clínicas particulares, que custam aos viciados que tentam se livrar da cruz alucinógena milhares de reais ao mês, multiplicam-se universitários, empresários, professores, militares. Todos estão reunidos pelo mesmo mal e almejam idêntico objetivo: tirar a pedra do meio do caminho de suas vidas. Confira os depoimentos.

O crack se espraia pelas classes sociais e pelas paragens brasileiras. "Antes, São Paulo era o reduto. Falava-se do assunto como um fenômeno paulistano. Agora, ele chega com força em outras cidades e estados", diz Dartiu Xavier, coordenador do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Embora não haja números precisos sobre consumo, os dados sobre apreensão da droga permitem concluir que cada vez mais gente é ferida pela pedra. Segundo dados da Polícia Federal, em 2009, foram apreendidos 513 quilos da droga - volume 43 vezes superior ao registrado no início da década.

Embora tardias, duas pesquisas em andamento na esfera do governo federal explicitam a preocupação das autoridades com a questão. Uma, a cargo do Ministério da Saúde, vai traçar o perfil do usuário de crack. Outra, nas mãos da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), pretende determinar padrões de consumo, barreiras para o tratamento e histórico social e médico de 22.000 usuários - que farão testes de HIV, hepatites (B e C) e tuberculose. Paulina Duarte, secretária adjunta da Senad e responsável técnica pelo estudo, acredita que será a maior pesquisa já realizada no mundo sobre o crack. "Um estudo dessa magnitude vai produzir um banco de dados gigantesco", diz.

O levantamento pode ser um esforço hercúleo, mas não escapa das críticas dos especialistas. Ronaldo Laranjeira, psiquiatra da Associação Brasileira de Psiquiatria, diz que o governo deveria substituir pesquisas por ações. "Há doze anos, a comunidade científica aponta que o crack é uma droga diferente. Para que gastar dinheiro com um grande levantamento quando o que precisamos é de ação e de propostas?", questiona. O governo contra-ataca. Lembra que, em maio, lançou o Plano Integrado para Enfrentamento do Crack e outras drogas, com investimento estimado em 410 milhões de reais em pesquisa, prevenção, combate e tratamento.

Droga nefasta - "Comparado a outras drogas, o crack é sem dúvida a mais nefasta, porque produz rapidamente a dependência: sob a compulsão pela substância, o usuário desenvolve comportamentos de risco, que podem chegar à atividade criminosa e à prostituição", diz Solange Nappo, da Unifesp. Pablo Roig, psiquiatra e dono de uma clínica de tratamento de dependentes químicos, acrescenta que a dependência chega a tal ponto que "o usuário perde a capacidade de decidir se usará ou não a droga".

A mancha do crack se espalha entre usuários de drogas devido a uma combinação de acesso econômico e potência química. Jairo Werner, psiquiatra da Universidade Federal Fluminense e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, chama a atenção para a relação "custo-efeito" da droga. "A relação entre preço e efeito faz do crack uma droga muito popular, de fácil acesso", diz. Ele explica ainda que os traficantes desenvolveram uma verdadeira estratégia para ampliar o mercado da droga: a "venda casada", de maconha mais crack. "No primeiro momento, a maconha dá um relaxamento e o efeito do crack é mitigado. Depois, o usuário resolve experimentar o crack puro e sente um efeito muito mais poderoso."

Começam, então, as mudanças de comportamento. Além de graves consequências para a saúde, a droga provoca no dependente atitudes violentas. "Ele fica alterado, inquieto, irritado e, em geral, passa a se envolver com a criminalidade como nenhum outro usuário de drogas", diz Laranjeira, da Associação Brasileira de Psiquiatria. "A única prioridade é a droga: a saúde, a família, o trabalho e os amigos ficam de lado. É uma mudança total no esquema de vida e estrutura de valores", acrescenta Roig.

Estimativas americanas apontam que, a cada dólar gasto no combate às drogas, a sociedade economiza até sete dólares em despesas com hospitais, segurança pública e acidentes de carros, entre outros. No caso devastador do crack, fica evidente que a cruzada antidroga pode economizar ainda mais vidas.


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pretende limitar exposição de cigarros e derivados

Agência quer mais alertas nas embalagens e nos postos de venda para desestimular o consumo.

Canal Rural – Viviane Cardoso | Brasília (DF), Um mais colorido do que o outro. Todos ao alcance dos olhos. Proximidade que atrai os compradores, como o aposentado Euclides de Lima, por exemplo.

Dá mais vontade, não tenha dúvida. Eu estou querendo deixar de fumar, mas não tenho como. Essa carteira que eu comprei já é para amanhã – diz o aposentado.

Por conta disso, a publicidade de cigarros, cigarrilhas, charutos e outros derivados do fumo deve ficar mais restrita. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) colocou em consulta pública uma proposta que limita a exposição desses produtos. O documento determina a reformulação das embalagens. Os avisos sobre as consequências do uso estarão também na frente das carteiras. Palavras, imagens ou qualquer recurso gráfico que induza ao consumo não serão permitidos. Será vetada ainda a impressão de informações quanto ao teor.
A exposição dos produtos em pontos de venda, com exceção das tabacarias, também pode ser proibida. E as propagandas de cigarros em painéis, como são feitas hoje, devem ser substituídas por mensagens de advertência sobre os malefícios do fumo.
– As finalidades dessas medidas são regulamentar os pontos de venda, acabar com a farra dos pontos de venda; acabar com a exposição de cigarros nos pontos de venda e acabar com aquela atratividade que o marketing dos pontos de venda possam estar causando para a população, principalmente às crianças e adolescentes – diz José Agenor Álvares da Silva, diretor da Anvisa.
Para Rivelino de Oliveira Bessa, subgerente de uma padaria onde são comercializados de sete a oito maços por dia, as novas regras podem refletir nas vendas.
– O cliente não vai ter certeza de que terá o cigarro à venda. Vai chegar, perguntar ao funcionário se tem o cigarro. Isso, com certeza, vai afetar a venda – diz Bessa.
A população pode opinar sobre o assunto no site da Anvisa até o dia 1º de março. Caso aprovadas, as medidas devem entrar em vigor no segundo semestre. A partir daí, as indústrias vão ter seis meses para se adaptar.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Relações não duram porque maioria não enxerga o outro como ele é


                          
O psicólogo Jorge Bucay esteve no Brasil para lançar livro escrito com a colega Silvia Salinas (Amar de Olhos Abertos, Editora Sextante) e deu uma entrevista para a Folha sobre o tema de seu livro, relacionamentos.

Folha - O que significa amar de olhos abertos?

Jorge Bucay - Gosto de uma definição que diz que o amor é a simples alegria pela existência do outro. Não é possessão, nem felicidade necessariamente. E por isso "com os olhos abertos". O amor cego não aceita o outro verdadeiramente como ele é.

Por que tanta gente prefere a intensidade da paixão, mesmo sabendo que é efêmera, a construir algo mais sólido?

É maravilhoso estar apaixonado e muitos preferem a intensidade superficial à profundidade eterna. Mas me pergunto como as pessoas pensam em ficar somente nisso. Qual o sentido de estar apaixonado perdidamente o tempo todo? Penso que é uma questão de maturidade.

Também tem a ver com a nossa sociedade, que adora emoções intensas. Procuramos correr mais rápido, chegar antes, desfrutar intensamente. A paixão é como uma droga: no seu momento fugaz faz pensar que você é feliz e não precisa de mais nada. Um olhar, uma palavra te levam aos melhores lugares.

Como construir uma relação mais profunda?

Seria bom estar preparado para saber que a paixão acaba. Amadurecer significa também desfrutar das coisas que o amor dá, como compartilhar o silêncio e não um beijo, saber que a pessoa está ali, ainda que não esteja ao meu lado. É preciso abrir os olhos, e isso é uma decisão. Ver o par na sua essência.

Mas primeiro é preciso estar bem consigo mesmo. Não se deve procurar o sentido da própria vida no companheiro ou nos filhos.

Você deve responder a três perguntas básicas nesta ordem: quem sou, aonde vou e com quem. É preciso que eu me conheça antes de te conhecer e que decida meu caminho antes de compartilhá-lo. Senão, é o outro quem vai dizer quem eu sou. E isso é uma carga muito grande.

O livro diz que as relações duram o que têm que durar, sejam semanas, seja uma vida.

Duram enquanto permitem que ambos cresçam. Significa conhecer-se, gostar de si mesmo, conhecer seus recursos e desenvolvê-los. Ao lado da pessoa amada, está a melhor oportunidade para isso. E essa é uma condição para construir um relacionamento. Um casal que não cresce, envelhece. E um casal que envelhece, morre.

O que leva ao fracasso?

Um dos grandes motivos de fracasso é não trocar intensidade por profundidade, viver querendo voltar aos tempos da paixão. Outro ponto de conflito é que as pessoas não conseguem deixar o papel que desempenhavam antes de casar, querem continuar sendo o "filhinho da mamãe", ou o "caçulinha da casa". Outro problema é a intolerância, a incapacidade de aceitar as diferenças, as pessoas discutem pelo dinheiro, pela criação dos filhos e, por fim, morrem sufocadas pela rotina.

E como enfrentar esses problemas ou desafios?

É preciso amor, atração e confiança. Comparo esses pilares a uma mesa de três pés. O tampo da mesa seria um projeto comum firme. Se faltar qualquer um desses elementos, a mesa cai. E sobre tudo isso deve-se montar outras coisas, como a capacidade de trabalhar juntos, de rir das mesmas coisas, de ser sexualmente compatíveis, sentir o outro como um apoio nos momentos difíceis. Às vezes a terapia ajuda, às vezes é um bom passaporte para a separação.

Como saber quando a relação chegou ao fim?

Se sinto que estou sempre no mesmo lugar, que me entedio, que não tenho vontade de estar com o outro, se sempre que saímos precisamos sair com outros casais pois não ficamos bem sozinhos, quando piadas como "o idiota do meu marido" ou a "bruxa da minha mulher" se tornam frequentes, algo não está funcionado.

Fonte:

18 de Janeiro - DIA INTERNACIONAL DO RISO



Dia 18 de janeiro comemora-se o dia internacional do riso, e nada melhor que comemorar a data praticando a Terapia do Riso, essencial para se levar a vida de maneira mais sadia, leve e feliz. O riso proporciona uma saúde física e espiritual que todos devem praticar um mínimo de 250 vezes ao dia.

É também uma demonstração de bem estar que aproxima as pessoas e traz alegria e saúde. Quem consegue sorrir e viver de bom humor atrai coisas boas, levando uma vida mais tranqüila e feliz. O riso é, muitas vezes, uma maneira de encarar a vida de forma positiva.

Rir relaxa as tensões. Quando rimos, movimentamos 12 músculos faciais; ao dar gargalhadas, movimentamos 24 músculos faciais; quando conversamos e gargalhamos ao mesmo tempo, são 84 músculos. Esse exercício facial retarda o aparecimento de rugas. Mas o riso não exercita só o rosto; ele mexe com o corpo inteiro.

       
Veja as partes do corpo que são afetadas pelo riso:

- Cérebro: o hipotálamo, centro de controle atuando na base do cérebro, libera no organismo endorfina - hormônio com propriedades analgésicas e calmantes;

- Nariz e garganta: o ar que vem dos pulmões bate nas cordas vocais que emitem sons variados. As glândulas salivares e lacrimais aceleram sua produção;

- Rosto: os músculos do rosto se contraem;

- Coração: bate mais rápido; as artérias, após terem se estreitado, se dilatam provocando sensação de bem estar;

- Tórax: os pulmões expelem enormes quantidades de ar em grande velocidade; o diafragma se move, provocando fortes contrações respiratórias, ajudando a respirar melhor;

- Ventre: os músculos abdominais se contraem com força, o que é bom para a vesícula;

- Pernas: os músculos se relaxam e a pessoa se curva de tanto rir;

- Pés: os dedos dos pés se agitam.



Riso é uma Terapia

Na década de 60, um jornalista americano chamado Norman Cousin se curou de uma doença grave através do riso. Ele tinha um grande desejo de viver e decidiu nutrir seu espírito com otimismo, confiança e bom humor. Começou a assistir a filmes cômicos e proibiu qualquer pessoa de ir visitá-lo sem uma piada para contar.

A terapia do humor surtiu efeito, pois um período de dez minutos de riso aliviava sua dor o suficiente para ele conseguir dormir por duas horas. Testes clínicos também comprovaram que sua inflamação diminuía a cada sessão de riso.

Cousin escreveu sua história dez anos após sua cura e tornou-se o símbolo da terapia do riso, dando origem a pesquisas mais aprofundadas. Hoje sabemos que o riso fortifica o sistema imunológico, estimula as funções cardiovasculares e libera endorfinas que combatem a dor.

O psiquiatra alemão Rolf Hirsch lembra que a risada é tão importante que existe até a terapia do riso, empregada no tratamento de doenças psicológicas.

A terapia do riso é uma disciplina que utiliza várias técnicas para nos preparar fisicamente e emocionalmente para um riso. Este método ajuda as pessoas a atingir uma melhor atitude perante a vida, mudando também a forma como pensamos.

As pessoas que praticam a terapia do riso mudaram seu estado emocional e sua percepção, tornando-se pessoas felizes com muito otimismo e humor. O principal objetivo da terapia do riso é rir, fazendo com que a pessoa que adere à terapia aprenda a rir de verdade nos tempos de crise.

Mas o principal é que este riso deve crescer dentro da pessoa e refletir-se completamente, de forma franca. Esta terapia é muito importante para fortalecer o desenvolvimento e crescimento pessoal, a melhoria da auto-estima, confiança, satisfação pessoal, etc.

A terapia do riso tem muitos benefícios à saúde, mas é muito importante entender que este tratamento não é curativo, mas sim terapêutico. Isso significa que o riso em si não é uma cura, mas a seu favor pode dizer que é muito bom como um complemento à medicina tradicional.

Rir é o melhor remédio para o corpo e o espírito.
    
Como Praticar a Terapia do Riso

Existem muitas formas de praticar o lúdico, o riso, a brincadeira, o bom humor. Aliás, quanto mais se pratica, mais criativos ficamos e novas formas de se divertir com a vida surgem.

Os benefícios não param de ser estudados e relatados. Hoje, profissionais de todas as áreas da ciência e do conhecimento chegam a um consenso, embora a partir de diferentes expressões: rir é o melhor remédio.

De qualquer forma, somente a partir de posturas positivas o cérebro apreende, registra, cria novas conexões, abstrai e transcende.

Bem, uma primeira dica: comece sua manhã com umas boas gargalhadas, dizendo-se mensagens positivas de amor por você mesmo. Como estou? O que quero realizar hoje para me sentir melhor? Cadê o sol? Cadê minha toalha cheirosa?

Rir pela manhã ao levantar, no espelho ou no chuveiro, saudando-se com umas caretas e risadas, agradecendo e celebrando o novo dia que se inicia.

Rir, rir, rir e dizer: te amo, te amo, te amo de verdade e sempre te amarei. E seguir rindo pela vida, dos seus medos, dos seus desafios, das suas culpas, das suas risadas.

Ria por 3, 5 ou 10 minutos diante do espelho, ou quando estiver sozinho no carro (grave cassetes e deixe um no carro, outro no escritório), ou quando estiver com um amigo.

Pratique a risada, o bom-humor e deixe fluir.

Pense: o riso é a menor distância entre o problema e a solução. É a menor distância entre duas pessoas. Inclusive entre o seu lado sombra e o seu lado luz. Não tem sombra que se perpetue sob o flash de um riso.

Escute as mensagens que lhe veem através da risada. As resistências aos obstáculos inconscientes ao seu próprio bem, e a sua própria felicidade.

E, quanto mais praticar a terapia do riso, diariamente ou muito frequentemente, um mínimo de 5 a 10 minutos, mais irá transformando suas barreiras internas. Você irá perceber uma vontade crescente e incontrolável para desfrutar, e se conectar com a risada, com a alegria e o amor.

Comece com o ra-ra-ra, re-re-re, ri-ri-ri, ro-ro-ro, ru-ru-ru e irá provocando a risada. Este iniciar já é muito engraçado.
Como estamos sempre emburrados, pré-ocupados, acelerados, desconectados com o prazer de viver, o nosso risômetro apresenta vários níveis de ferrugem e/ou esclerose.
 
Começamos achando que nossa risada é sem graça, é amarela, é insosa, é fraca, é dispensável, é ridícula, e blá-blá-blá. Hemorragia hilariante.

Tudo é uma questão de praticar, que rapidamente o nosso risômetro volta a ser forte, sadio e contagiante, como era quando crianças espontâneas.

A fisionomia de quem não tem o hábito de sorrir é sempre fechada, triste e séria.

Quando começamos a praticar o rir e o sorrir, ficamos muito mais bonitos. E vocês não imaginam a quantidade de alegria que irradiamos e atraímos quando estamos com os olhos brilhantes, pulsando a alegria que vem da alma, portanto mais bonitos.

Este texto (Como praticar a Terapia do Riso) foi extraído do livro Mentes e Cérebro Poderosos, de autoria da Conceição Trucom que é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para a alimentação natural, bem-estar e qualidade de vida.

Fontes: 

domingo, 16 de janeiro de 2011

Trabalho em Equipe

O psicólogo Abraham Maslow constatou que os indivíduos têm diversas necessidades, com diferentes forças. Sabemos que necessitamos de alimento, de abrigo, pagar nossas contas, de segurança no emprego, etc., mas também de nos relacionar com os outros e de sermos aceitos por eles. Sem isso nosso trabalho se torna enfadonho e sem graça.
Trabalhar em equipe é mais divertido do que trabalhar individualmente, o que pode contribuir para melhorar nosso desempenho. O trabalho em equipe possibilita a troca de conhecimento e agilidade no cumprimento de metas e objetivos compartilhados. Na sociedade em que vivemos, o trabalho em equipe é muito importante, pois cada um precisa da ajuda do outro.

Existe uma diferença a ser observada entre grupo e equipe.
Grupo é um conjunto de pessoas com objetivos comuns, em geral se reúnem por afinidades. No entanto esse grupo não é uma equipe. Pois, equipe é um conjunto de pessoas com objetivos comuns atuando no cumprimento de metas específicas.
Pode ser citado como exemplo de atuação de um trabalho em equipe os esportes ou atividades, em que times ou seleções jogam umas contras as outras.

Veja no vídeo um exemplo de equipe que foi apresentado em um comercial de um banco turco.


10 MOTIVOS PARA AMAMENTAR SEU BEBÊ

 A amamentação é um processo fundamental para garantir a saúde do bebê, isso porque o leite materno apresenta todos os nutrientes que a criança necessita nos seus primeiros meses de vida. Há técnicas para amamentar corretamente e a mãe precisa manter uma alimentação equilibrada para que o seu leite tenha qualidade.
Através da amamentação, o bebê vai desfrutar de uma maior proteção imunológica e terá desenvolvimento do seu organismo. Uma pesquisa feita por cientistas também revelou que o leite materno estimula o sistema nervoso e as crianças desfrutam de um maior potencial e aprendizado.
Veja abaixo algumas razões para proporcionar maior saúde física e mental para seu bebê.

1. Ajuda na recuperação pós-parto do corpo da mãe
Durante o parto, o corpo da mulher passa por alguns traumas: o útero sangra um pouco, os níveis de hormônio ficam desregulados e algumas mães reclamam de contrações depois do nascimento dos filhos. A fonoaudióloga Fabiola Costa, membro do GTIAM - Grupo Técnico de Incentivo ao Aleitamento Materno da Universidade Federal Fluminense e autora do blog Mama Mia, sobre amamentação, explica que, ao amamentar, os hormônios do corpo feminino voltam a se equilibrar.
Fabíola aponta para outro benefício: a amamentação logo após o parto. “A sucção do peito faz com que o útero expulse a placenta mais rápido, e ainda ajuda na imunidade para o neném”, diz. Pesquisas da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, mostram que o aleitamento previne outros tipos de doença, como o enfarto e a diabetes tipo 2.

2. A mãe perde peso – e o bebê ganha
“A mãe que amamenta tem um gasto energético maior ao amamentar. Isso ajuda a perder o peso que ganhou na gestação”, diz Luciano Borges Santiago, presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria. Segundo pesquisas, o gasto calórico vai de 200 a 500 kcal por dia. Já, para o bebê, o leite materno significa o ganho certo de peso “Com outro tipo leite corre-se o risco da criança engordar muito ou engordar pouco. A criança que mama no peito não fica desnutrida nem obesa”, afirma.

3. Economia de dinheiro e recursos naturais
Pesquisas da Associação Americana de Pediatria mostram que mães que amamentam exclusivamente – ou seja, alimentam o bebê apenas com o leite materno – durante os seis primeiros meses poupam cerca de mil dólares. Nessa equação entraram apenas as quantidades de fórmulas artificiais e mamadeiras que as mães teriam que comprar. A economia seria muito maior se fosse levado em conta que crianças alimentadas com leite materno tendem a ter menos doenças – e, portanto, gastam menos com remédios e pediatra. Há ainda a questão da sustentabilidade: “o leite materno não usa latas nem mamadeiras”, completa Fabíola.

4. Acalma a mãe
Dois hormônios agem durante o aleitamento: a prolactina, que induz o corpo a produzir leite, e a oxitocina, que ejeta o líquido da mama. Combinados, estes hormônios agem no organismo da mãe. Fabíola – que amamentou sua primeira filha até os dois anos e ainda amamenta o seu segundo filho, de 7 meses – diz que a oxitocina, quando liberada, dá a sensação de prazer.

5. Dá sensação de saciedade para o bebê
De acordo com Luciano Santiago, a quantidade de gordura presente no leite varia durante a amamentação. “Logo perto do final da mamada, o nível de gordura do leite fica no máximo, o bebê se sente saciado e para naturalmente”, simplifica o pediatra. As mamadeiras não têm o mesmo efeito, já que seu conteúdo tem sempre a mesma quantidade de gordura. “Com a mamadeira, existe o risco do bebê não querer parar de mamar, porque não tem a sensação de saciedade”, diz ele.

6. Pode servir como método contraceptivo para a mãe
Durante seis meses, se a mãe amamentar exclusivamente o bebê, é possível que ela se valha da amenorréia lactacional, um método contraceptivo natural. A sucção recorrente do bebê na mama faz com que o hipotálamo da mãe não produza o ciclo necessário à ovulação. Mas atenção: Fabíola avisa que esse método só acontece durante os seis primeiros meses, e em mulheres que estejam amamentando em livre demanda.

7. Protege o bebê de alergias posteriores e infecções
Um estudo conjunto das Universidades de Harvard e Stanford, nos Estados Unidos, mostrou que o leite materno contém imuglobinas que protegem o intestino dos bebês de possíveis alergias alimentares. Luciano Santiago ressalta que os tipos de imuglobinas presentes no leite materno também ajudam a potencializar o efeito das vacinas nos bebês. Ele fala que, para a proteção contra infecções, é recomendável que se amamente (não exclusivamente) até depois de dois anos. “Até dois anos, o corpo da criança ainda não se defende sozinho das infecções”, explica.

8. Cria um laço entre mãe e bebê
“A distância entre o olho da mãe e o seio é exatamente a distância que o neném enxerga. Não é a toa que o neném reconhece a mãe”, conta Fabíola.  Além do olhar, o contato entre a pele da mãe e a do filho cria um tipo de laço entre os dois. Um vínculo que, segundo o pediatra Luciano Santiago, “é diferente de tudo que se possa explicar”.

9. Ajuda na formação da mandíbula e da língua do bebê
Fabíola Costa diz que a amamentação é primordial para o desenvolvimento oral do bebê. “A musculatura da boca é exercitada quando ele suga o seio da mãe”, diz a fonoaudióloga. Este tipo de exercício é muito importante, no futuro, para o desenvolvimento da fala da criança. Luciano completa com outras áreas do rosto do bebê que são exercitadas com o aleitamento, como os dentes, os músculos da face, a mandíbula e o maxilar.

10. Em longo prazo, as crianças tendem a ficar mais inteligentes
O cérebro humano não nasce completamente formado. É durante os três primeiros anos que a quantidade de neurônios e sinapses (conexões entre neurônios) aumenta. “O leite materno tem substâncias que favorecem esse desenvolvimento”, diz Luciano Santiago.

Segundo o pediatra, 90% das sinapses cerebrais de uma pessoa são criadas durante seus três primeiros anos de vida. “Quanto mais ligações tiver no cérebro, maior a habilidade da pessoa”, completa o pediatra. Pesquisas da Nova Zelândia e Irlanda mostram que crianças que foram amamentadas exclusivamente durante os primeiros seis meses têm maiores notas na escola e habilidades cognitivas mais refinadas.



Amamentação exclusiva até 6 meses influencia rendimento escolar

Aproveitamento escolar:
meninos amamentados até os seis meses tiveram melhores resultados


Resultados foram observados em meninos. Para as meninas, o aleitamento não fez diferença nesta área

  
Um novo estudo aponta que meninos em idade escolar que foram amamentados pelo menos nos primeiros seis meses de vida podem ter melhor aproveitamento escolar que seus colegas em leitura, redação e aritmética.

A pesquisa, que acompanhou mais de 1.000 crianças australianas, constatou que garotos de 10 anos de idade que tinham sido predominantemente amamentados até os 6 meses de vida tiveram melhores resultados em um conjunto de testes acadêmicos.

Quando comparados a outros garotos que foram amamentados por um período mais curto, eles apresentaram, em média, notas 10% mais altas em matemática e redação, 8% em ortografia e 6% em leitura. Entre as meninas, no entanto, não foi observada nenhuma diferença de desempenho.

As descobertas, relatadas na revista especializada “Pediatrics”, não provam que a amamentação em si ocasionou a conquista acadêmica dos meninos. Na verdade, o principal indicativo do desempenho dos meninos foi o tempo que os pais dedicaram à leitura de livros aos filhos desde os primeiros anos de vida.

Ainda assim, mesmo depois considerados alguns fatores que poderiam explicar a relação – como renda familiar e nível acadêmico da mãe – a associação entre a amamentação e o desempenho dos garotos nos testes não sofreu alterações.

Os pesquisadores dizem que os resultados reforçam o que especialistas já recomendavam em relação à amamentação. “Nós sabemos que se a mãe tem uma dieta equilibrada, o leite materno é a melhor forma de alimentar o bebê pelo menos nos 6 primeiros meses de vida”, disse Wendy H. Oddy, do Telethon Institute for Child Health Research de Perth, Austrália, que conduziu o estudo.

Ela ressaltou que a Organização Mundial de Saúde e a Academia Americana de Pediatria já recomendam a alimentação do bebê exclusivamente através da amamentação nos seis primeiros meses de vida, continuando depois com o leite materno e introduzindo alimentos sólidos.
 
Menos riscos

Acredita-se que a amamentação diminua os riscos de diarreia, infecções de ouvido e da síndrome da morte súbita nos bebês, além de possivelmente causar benefícios gerais a longo prazo. Alguns estudos constataram que bebês amamentados também registraram menor ocorrência de asma, obesidade e diabetes.

Wendy ressaltou que o leite materno contém ácidos graxos essenciais envolvidos no desenvolvimento cerebral. Com base em tais evidências, alguns estudos já relacionaram a amamentação ao QI mais alto na infância e a um melhor aproveitamento escolar. Mas, como nem todos encontraram tal relação, ainda resta dúvidas se o aprimoramento é proveniente simplesmente do leite materno.

Para realizar o estudo, Wendy e sua equipe começaram a acompanhar gestantes e posteriormente avaliaram seus filhos, periodicamente, até os 10 anos de idade. Foram coletadas diferentes informações, tais como a frequência com que os pais liam para os filhos, com o intuito de contabilizar outros fatores que pudessem explicar qualquer ligação entre a amamentação e a façanha acadêmica.

Meninos x meninas

Mesmo levando em conta as outras influências, permaneceu a relação entre a amamentação em longo prazo e o melhor desempenho em testes de matemática, leitura e ortografia dos garotos – mas só no caso dos meninos.

Segundo Wendy, é plausível a ideia de que a amamentação poderia afetar o desempenho acadêmico de meninos e meninas de forma diferente. Existem evidências de que os meninos são mais vulneráveis a “adversidades” durante períodos críticos do desenvolvimento cerebral. Ela explicou que é possível que o estrógeno presente no leite materno, que aparentemente tem um efeito protetor sobre as células cerebrais, beneficie mais os meninos do que as meninas.
Outra teoria é que os meninos podem se beneficiar mais do vínculo afetivo com a mãe através da amamentação.

“Diversos estudos já mostraram que bebês do sexo masculino são mais dependentes da atenção materna no desenvolvimento de habilidades cognitivas e de linguagem”, disse ela. Porém, sendo a amamentação responsável ou não pelos melhores resultados dos meninos, os efeitos foram bastante modestos.

Postado por: Reuters Health | 16/01/2011 09:56
http://delas.ig.com.br/filhos/amamentacao+exclusiva+ate+6+meses+influencia+rendimento+escolar/n1237951192238.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Resultado da Enquete sobre DROGAS




Foi perguntado na enquete que tipo de droga causa mais prejuízo ao homem. As opções apresentadas foram: Tabaco, maconha, cocaína e crack. Com 100% dos votos a resposta foi o CRACK.
O Crack é uma droga feita a partir da mistura de pasta de cocaína com bicarbonato de sódio geralmente fumada. É uma forma impura de cocaína e não um sub-produto. O nome deriva do verbo "to crack", que, em inglês, significa quebrar, devido aos pequenos estalidos produzidos pelos cristais (as pedras) ao serem queimados, como se quebrassem.
A fumaça produzida pela queima da pedra de crack chega ao sistema nervoso central em dez segundos, devido ao fato de a área de absorção pulmonar ser grande e seu efeito dura de 3 a 10 minutos, com efeito de euforia mais forte do que o da cocaína, após o que produz muita depressão, o que leva o usuário a usar novamente para compensar o mal-estar, provocando intensa dependência. Não raro, o usuário tem alucinações, paranóia (ilusões de perseguição).

Anastasia quer aumentar Núcleos de Prevenção à Criminalidade




O governador Antonio Anastasia visitou, nesta quarta-feira (12), a nova sede do Núcleo de Prevenção à Criminalidade do bairro Palmital, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). O núcleo funciona no bairro desde 2005 e abriga uma unidade do programa de controle de homicídios Fica Vivo! e outra do programa Mediação de Conflitos, responsáveis pela redução dos índices de criminalidade na região que, até o ano 2000, era considerada uma das áreas mais violentas da RMBH. Após a implantação do núcleo, de 2006 a 2010, houve uma redução de 58,5% nos crimes violentos e 53,1% dos homicídios na região do Palmital.

Antonio Anastasia adiantou que a determinação repassada à Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) é para expandir os Núcleos de Prevenção à Criminalidade para as demais cidades da RMBH e também no interior do Estado. Atualmente, existem 38 núcleos no Estado, onde foram realizados 95 mil atendimentos jurídico-sociais extrajudiciais e casos de conflitos, por meio do programa Mediação de Conflitos e 64 mil atendimentos a jovens do Fica Vivo!. Também fazem parte dos núcleos os programas Central de Penas Alternativas e Reintegração Social do Egresso do Sistema Prisional.

“Queremos levar os núcleos para todas aquelas áreas que são mais delicadas na questão de segurança pública. Pelo menos ao longo dos próximos quatro anos, chegar a 100 unidades. Sabemos que o Fica Vivo! é um projeto muito aplaudido, então, temos de nos esforçar para que ele esteja presente em toda Minas”, destacou.

Fica Vivo!

 Acompanhado do secretário de Estado de Defesa Social, Lafayette Andrada, da gestora social dos Núcleos de Prevenção à Criminalidade de Santa Luzia, Marice Ceres, e de representantes das forças de segurança do Estado, o governador destacou os resultados positivos gerados pelo Fica Vivo!, implementado em 2005.

“O programa Fica Vivo!, de prevenção à criminalidade e destinado a jovens em área de risco é, na realidade, muito exitoso. Existem estudos que foram feitos, inclusive, das Nações Unidas, que demonstram que esse tipo de programa é muito eficaz, relativamente de baixo custo e que apresenta efeitos positivos na queda de homicídios”, disse o governador.

Em todo o Estado, o Fica Vivo! é realizado em 27 dos 38 Núcleos de Prevenção à Criminalidade, sendo 11 em Belo Horizonte, e 16 em municípios da RMBH e do interior. O programa oferece 640 oficinas nas áreas de cultura, esporte e ensino profissionalizante, tendo feito 64 mil atendimentos a jovens de 12 a 24 anos, em situação de risco e residentes em áreas que concentram indicadores elevados de homicídios.

Durante a visita, o governador e o secretário Lafayette Andrada assistiram apresentação dos jovens das oficinas de dança de rua, taekwondo e grafitti, realizadas por jovens, entre 4 a 17 anos, que participam do Fica Vivo!.

A nova sede do Núcleo de Prevenção à Criminalidade do Palmital está instalada em uma casa onde funcionava a 69ª Cia da Polícia Militar e atende os setores 6 e 7 (Palmital A), Palmital B, Vila das Antenas, Nova Conquista, Nova Esperança e São Cosme.

Redução da Criminalidade

Localizado bem próximo à Linha Verde e à Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, o bairro Palmital tem recebido importantes investimentos do Estado na área de segurança pública nos últimos anos. Em fevereiro do ano passado, foram R$ 2,5 milhões para implantar a 56ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp), um importante equipamento de controle à criminalidade que reúne a 69ª Companhia de Polícia Militar e a 1ª Delegacia de Polícia Civil de Santa Luzia. No total, são 100 policiais que desenvolvem ações conjuntas de combate ao crime em oito bairros da região.

“Aqui no Palmital, no passado, tínhamos um quadro muito grave de violência. Felizmente, ao curso dos últimos anos, houve a reversão e o Núcleo Fica Vivo! participou disso e, agora, com essa expansão, vamos cada vez mais investir na segurança, apostando sempre na prevenção. Tão importante quanto à satisfação das pessoas em participarem deste núcleo de prevenção à violência, a favor da cultura e da paz, é exatamente a redução dos índices de violência do Palmital”, disse Anastasia.

Um futuro promissor

O núcleo Fica Vivo! do Palmital atende, mensalmente, cerca de 760 jovens em 34 oficinas de dança de rua, dança afro, percussão, futebol de campo, futsal, basquete, vôlei, handebol, taekwoondo, grafite, corte, manicure e informática, entre outras. Com a mudança para a nova casa, mais três oficinas serão implantadas em breve: mágica, capoeira e silk.

O artista plástico Davidson Luiz Nascimento, 30 anos, mais conhecido como Seres, trabalha com grafite há 14 anos e há cinco é oficineiro do Programa Fica Vivo!. Ele explica que o trabalho feito pelos oficineiros tem um enorme peso na vida dos jovens da comunidade, que, em atividades culturais, artísticas e esportivas, encontram o caminho longe das drogas.

“As atividades do núcleo apresentam uma nova oportunidade para os jovens e muitas vezes são o referencial positivo na vida de meninos e meninas, que, diariamente, convivem com o problema das drogas e da violência. Vejo os meninos que participam do programa como uma árvore capaz de sair andando distribuindo frutos para a cidade inteira”, ressalta Seres.

Se depender da vontade de muitos alunos do Núcleo de Prevenção à Criminalidade, em breve o Programa Fica Vivo! contará com muitos oficineiros. O estudante Diogo Pereira da Silva, de 14 anos, frequenta, há um ano, as aulas de grafite. Desde os 10 anos, Diogo participa das oficinas do núcleo e já aprendeu dança de rua e como fazer bijuterias. Ele pretende, no futuro, também ser um dos oficineiros do Fica Vivo!.

“Os professores dão muitos conselhos pra gente. Eles não ensinam só o grafite ou a dança de rua. Eles explicam várias coisas da vida que precisamos entender para termos um futuro bom. Quero, daqui uns anos, ser professor também”, disse Diogo.

A aposentada Clauides Gonçalves de Oliveira, tia do aluno de Taekwondo, Luiz Roberto, de 10 anos, destaca a importância do Fica Vivo! para a comunidade em que vive. “Estamos falando de um trabalho muito importante para as nossas crianças. O Luiz, por exemplo, é um menino muito aplicado e disciplinado devido a essas atividades que são feitas. Ainda temos muita violência no nosso meio, principalmente entre os jovens, e esse trabalho desenvolvido faz com que a gente enxergue um futuro melhor para as crianças de hoje, ao contrário daquelas que já perdemos para a violência”, explica.

Núcleo Palmital

No Núcleo Prevenção à Criminalidade do Palmital também são realizados, anualmente, média de 1.500 atendimentos por meio do programa Mediação de Conflitos, principalmente em demandas relacionadas à pensão alimentícia, separação e divórcio, questões psicológicas, previdência social (benefícios e contagem de contribuição), conflitos intrafamiliares e questões psiquiátricas. Desde que foi criado, já foram realizados cerca de sete mil atendimentos.

No Palmital, o programa também desenvolveu capacitação profissional a mulheres em serviços domésticos e fabricação de peças de vestuário, além de oficinas educativas com o objetivo de disseminar a cultura de paz na região. Atualmente, o programa Mediação de Conflitos acompanha demandas coletivas relacionadas à regularização fundiária, coleta de lixo, revitalização de espaços públicos, regularização judicial e documental de associações, envolvendo diretamente cerca de 290 pessoas.

Crédito foto: Osvaldo Afonso/Secom MG

Neurociências: Consumo e Dependência de Substâncias Psicoativas

Atualmente existem novos conhecimentos das neurociências sobre o consumo e a dependência de substâncias psicoativas (ou farmacodependências)...