domingo, 27 de março de 2011

Contar histórias pode ajudar em casos de demência




"Pessoas que sofrem com a perda de memória perde sua habilidade de recordar fatos, mas eles nunca perdem a sua imaginação"

Isto foi o que levou os pesquisadores da Univeridade de Missouri a estudar um programa chamado "TimeSlips Creative Storytelling Project", que incentiva os participantes com demência a criar uma história sobre uma imagem humorística ou provocativa - como dois cachorros olhando um para o outro através das janelas do carro ou uma pessoa saltando através de um cânion.

Os pesquisadores descobriram que inventar histórias em um grupo melhorou significativamente o humor e aumentou a comunicação entre eles.

"O TimeSlips oferece oportunidades ricas e engrandecedoras para pessoas com demência para interagir com outras pessoas enquanto exercitam suas capacidades individuais", afirmou a pesquisadora Anne Phillips, professora assistente na Sinclair School of Nursing. "Nós não estávamos pedindo às pessoas para se lembrar de fatos ou evocar informações da memória. Estávamos pedindo respostas imaginativas e criativas para uma foto."

Durante a sessão que tinha duração de uma hora, um facilitador treinado registrava as respostas dos participantes e ajudavam a desenvolver uma narrativa.

Phillips e sua equipe descobriram que os participantes tinham aumentado expressões de prazer e interação social durante o programa. As melhorias duraram algumas semanas após a última sessão ter terminado, ela afirmou.

"O programa encorajou os participantes a estarem ativamente envolvidos e experimentar momentos de criação reconhecimento e celebração," disse Phillips.

Outro estudo recente de 20 lares de idosos mostrou que o Timeslips aumentou significativamente a interações entre funcionários e residentes. A atitude dos funcionários em relação às pessoas com demência também melhorou.

Anne Basting, cujos estudos de doutoramento envolviam artes teatrais e envelhecimento, criou o programa Timeslips mais de 10 anos atrás. A dramaturga e professora da Universidade de Wisconsin havia falhado em um esforço para envolver os pacientes de demência com exercícios teatrais. Ela resolveu ver se eles responderam melhor a fazer as coisas.

O sucesso desse primeiro esforço levou Basting para criar um programa modelo. Hoje, cerca de 30 treinadores de Timeslips trabalham em 11 centros em todo o país para certificar os outros para liderar sessões.

O programa, entretanto, não é oferecido no Missouri ou a região de St. Louis. Phillips disse que espera ver essa mudança.

Phillips afirmou ainda que gostaria de ver o Timeslips adicionado ao repertório de diversão que são realizadas em centros de atendimento a longo prazo, e que a técnica não é difícil de aprender a fazer, e que é barato para operar, requerendo basicamente, de canetas coloridas e um flip-chart de papel.

Quem se interessar na técnica do Timeslips pode ver mais informações no site oficial, em inglês:  http://timeslips.org.



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