sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

PAIS MAUS

“Um dia quando os meus filhos forem crescidos o
suficiente para entenderem a lógica que motiva
os pais e mães, eu hei de dizer a eles:


- Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão,
com quem vão e a que horas regressarão.

Eu os amei o suficiente para não ter ficado
em silêncio e fazer com que vocês soubessem
que aquele novo amigo não era boa companhia.

Eu os amei o suficiente para fazê-los pagar
os rebuçados que tiraram do supermercado
ou revistas do jornaleiro, e dizer ao dono:
- “Nós tiramos isto ontem e queríamos pagar”.


Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé,
junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam
o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.

Eu os amei o suficiente para deixá-los ver
além do amor que eu sentia por vocês, o
desapontamento e também as lágrimas
nos meus olhos. Eu os amei o suficiente para
deixá-los assumir a responsabilidade das suas
ações, mesmo quando as penalidades eram
tão duras que me partiam o coração.

Mais do que tudo, eu os amei o suficiente
para lhes dizer



quando eu sabia que vocês poderiam me odiar
por isso (e em alguns momentos até odiaram).

Estas eram as mais difíceis batalhas de todas.
Estou contente, venci... Porque, no final,
vocês venceram também!
E qualquer dia, quando os meus netos forem
crescidos o suficiente para entender a lógica
que motiva os pais e mães; quando eles perguntarem
se os seus pais eram maus, os meus filhos vão dizer:

- “Sim, os nossos pais eram maus".
Eram os piores do mundo...



As outras crianças comiam doces no café e
nós só tinhamos que comer cereais, ovos, torradas.

As outras crianças bebiam refrigerante e comiam
batatas fritas e sorvetes no almoço e
nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne,
legumes e frutas. Nossos pais tinham que saber
quem eram os nossos amigos e o que
nós fazíamos com eles.

“Insistiam que lhes disséssemos com quem íamos sair,
mesmo que demorássemos apenas
uma hora ou menos.
Nossos pais insistiam sempre conosco para
que lhes disséssemos sempre a verdade e
apenas a verdade.

E quando éramos adolescentes, eles conseguiam
até ler os nossos pensamentos.
A nossa vida era mesmo chata”!

“Nossos pais não deixavam os nossos amigos
tocarem a buzina para que saíssemos;
tinham que subir, bater à porta, para que
os nossos pais os conhecessem.



Enquanto todos podiam voltar tarde da noite
com 12 anos, tivemos que esperar pelo
menos 16 para chegar um pouco mais tarde,
e aqueles chatos levantavam para saber se
a festa foi boa.
(só para verem como estávamos ao voltar)”.

“Por causa dos nossos pais, nós perdemos
imensas experiências na adolescência.


Nenhum de nós esteve envolvido com drogas,
em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade,
nem fomos presos por nenhum crime”.

“FOI TUDO POR CAUSA DOS NOSSOS PAIS!”

Agora que já somos adultos, honestos e educados,
estamos fazendo o melhor para sermos
“PAIS MAUS”
como eles foram.



EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO
DE HOJE:
NÃO HÁ PAIS MAUS SUFICIENTE
S

(Dr. Carlos Hecktheuer, Médico Psiquiatra)

O texto acima foi entregue pelo professor de Ética e Cidadania da escola Objetivo/Americana, Sr. Roberto Candelori, a todos os alunos da sala de aula, para que entregassem a seus pais. A única condição solicitada pelo mesmo foi de que cada aluno ficasse ao lado dos pais até que terminassem a leitura.


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